O poder dos banqueiros no Brasil

Um dos pontos que chamou atenção nos debates para eleição de 2014 foi que apenas dois candidatos citaram um assunto seríssimo que é raramente abordado: o poder dos banqueiros no brasil. Só Zé Maria, do PSTU, e Luciana Genro, do PSOL, mencionaram o tema em suas propostas políticas, reconhecendo que o assunto merece mais atenção.

Primeiro pela influência deles na política. Segundo Zé Maria, quando questionado pela Agência Pública em seu programa, Truco, as eleições são controladas pelo poder econômico através da televisão, onde os partidos por eles apoiados têm mais tempo para propaganda, e através do financiamento, com o poder econômico contribuindo para a campanha dos ditos partidos grandes, possibilitando uma campanha milionária. Em troca de quê os banqueiros apóiam esses candidatos será visto a seguir.

Segundo pela maneira como eles se aproveitam do dinheiro público para enriquecer. Como dito por Maria Lúcia, ex-auditora da Receita Federal, o poder dos banqueiros é imenso, pois são eles que definem as regras nas duas pontas, faturando com comissões e com juros altos que interessam aos banqueiros. Os mesmos milhares de juros que nós, cidadãos, somos cobrados pelos bancos, além dos impostos. A mesma Maria Lúcia foi convidada pelo presidente equatoriano Rafael Correia a fazer parte da auditoria de dívida pública do país, o que comprovou que a maior parte da dívida era ilegal. Mais detalhes dessa auditoria pode ser conferida nesse link.

Uma das promessas de Luciana Genro na campanha de 2014 foi fazer uma auditoria da dívida pública no Brasil, semelhante a essa que foi feita no Equador. Aproveitando que foi citado o PSOL, o finado Plínio de Arruda usava muito a expressão “Bolsa Banqueiro” como comparação ao Bolsa Família por ser financiado com dinheiro público, apesar que o tal “Bolsa Banqueiro” sempre teve gastos bem maiores que a Bolsa Família segundo texto do site Pragmatismo Político. Isso sem levar em conta o grau de importância de cada uma das bolsas.

As moedas digitais podem ajudar a acabar com a farra do enriquecimento dos banqueiros através dos juros bancários, pois essas moedas são descentralizadas, o que quer dizer que o dinheiro é realmente nosso e não precisamos pagar pelo direito de tê-las, já que isso na verdade seria usado para enriquecer os banqueiros. O curioso é que, como disse Zé Maria, há uma grande campanha em pró dos banqueiros pelos motivos aqui explicados, o que talvez possa explicar porque há tanto movimento contrário à idéia das moedas digitais.

Revisado em 06/09/2017

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Uma consideração sobre “O poder dos banqueiros no Brasil”

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