O que podemos aprender com contas invadidas

Antes de ler o texto veja o vídeo abaixo:

O troll do video acima fez essa ação como forma de protesto para chamar atenção das pessoas à respeito da política externa dos EUA e suas intervenções militares no Oriente Médio.

É de conhecimento de todos o quanto a política externa é importante para a força econômica e moral dos EUA diante do mundo, principalmente em suas participações nos conflitos militares entre os países do Oriente. O país está nessa guerra em uma aliança com Israel e Arábia Saudita, países esses que também estão preocupados em fortalecer o governo com as guerras. Nesse link há um texto muito em que faz uma comparação entre esses três países e como eles usam a religião como justificativa para colocar a população do lado de seus respectivos governos nessas guerras.

Desde os ataques de 11 de Setembro nos EUA, conflito militar tem sido um tema recorrente no país. Osama Bin Laden e Sadam Hussein eram figuras exaustivamente noticiadas em jornais em todo o mundo quando o assunto era os EUA e sua guerra. Após as mortes dessas duas figuras emblemáticas era de se esperar que iria frear os conflitos violentos relacionados a essa guerra mas desde então tem piorado. O nome da vez é o ISIS (Estado Islâmico do Iraque e da Síria, no acrônimo em inglês), que posteriormente mudou o nome para Estado Islâmico, um grupo extremamente radical que quer simplesmente aniquilar todos aquelas que não acreditam em seu deus. Para se ter uma idéia, o grupo era inicialmente ligado à Al-Qaeda mas esta rompeu o acordo por considerar o grupo muito brutal.

Um grande problema é em como surgiu o Estado Islâmico. Segundo documentos obtidos pelo Wikileaks e publicados pelo The Guardian, grande parte do armamento do Estado Islâmico veio de grupos armados pelos EUA e seus aliados. O armamento começou a ser enviado aos opositores sírios em 2013, em uma época em que eles estavam começando a se enfraquecer, e foi distribuída sob argumento de que o governo sírio estava usando armas químicas. Para enviar as armas, o governo Obama bases clandestinas, como relatou uma matéria no Pragmatismo Político. Mas qual a intenção dos EUA em financiar um grupo considerado terrorista?

O objetivo dos EUA é derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad, o considerando culpado pela guerra civil na Síria. Esse também é o objetivo do Estado Islâmico, que quer assumir o poder. A falta de definição sobre o que vem a ser terrorista ou não é o que tem causado aversão à guerra por partes de algumas pessoas. Os EUA não mira a Arábia Saudita e o Paquistão por serem aliados diplomáticos, sendo a Arábia Saudita inclusive bastante influente na política americana, por vezes comprando membros da classe política. O resultado desse teatro ridículo da “Guerra ao Terror” promovido pelos EUA pode ser conferido nesse ótimo documentário produzido pela Vice News que fala sobre o Estado Islâmico:

Visto que por causa desse ato pesquisei mais sobre o assunto e escrevi esse texto, se cada procurar se informar mais à respeito da guerra e como vem sendo o papel que os EUA vêm exercendo nela, então missão cumprida, pequeno troll.

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2 opiniões sobre “O que podemos aprender com contas invadidas”

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