Boatos à respeito do filho de Lula chamam atenção aos casos, mas não em relação a ele

A população brasileira tem se mostrado muito suscetível a boatos e o campeão de alvo é o filho do ex-presidente Lula, apelidado pela própria imprensa de “Lulinha”. O que o tornou um bom alvo para boatos, além claro da falta de busca por informação de grande parte da população brasileira, é do fato dele ser filho de um ex-presidente, e o que é pior (para eles): um ex-presidente que antes de ser eleito era um metalúrgico, rompendo o paradigma de “pessoas certas que devem governar um país” criado pelo pensamento neoliberal.

Dentre os boatos, o campeão com certeza é o de que Lulinha é dono da Friboi, uma empresa que se tornou a número um em carnes. Não se sabe exatamente como esse boato começou mas é fato que a empresa teve um enorme crescimento nos últimos anos.  Isso se deve a um empréstimo de R$7,5 bilhões do BNDES (ou seja, din din público) para a empresa. O BNDES inclusive reconhece que tem participação no capital da empresa mas diante de todo a especulação criada pelo boato foi pedido uma auditoria à respeito desse contrato. O que é de se estranhar é o BNDES ter se recusado e pedido sigilo a esses dados, mesmo que esteja envolvendo dinheiro público. O pedido foi recusado e o STF mandou o BNDES liberar os dados mas o caso não tem caminhado.

É de se estranhar também que a JBS, a empresa por trás da Friboi, foi a empresa que mais distribuiu dinheiro a partidos e candidatos nas eleições de 2014, não tendo ideologia partidária como parâmetro, sendo que o importante era botar dinheiro nas campanhas. Em troca de exatamente o que não sabemos, mas de onde iria sair o dinheiro para a Friboi já sabemos: do bolso dos trabalhadores.

Doações da JBS

Doações da JBS para cada partido nas eleições de 2014. Fonte: http://eleicoes.uol.com.br/2014/noticias/2014/08/10/campea-em-doacoes-friboi-virou-gigante-da-carne-com-r-10-bi-do-bndes.htm

Além da história da Friboi, outros dois boatos fortes que circularam envolvendo o filho de Lula foram à respeito de uma Fazenda milionária que ele comprou em Fortaleza e de um Avião Gulfstream adquirido por ele por U$ 50 milhões. As histórias envolvendo esses dois boatos são tão ridículas que não vou descrevê-las aqui, caso tenha interesse em ler sobre essas duas histórias veja aqui e aqui, respectivamente.

Falar sobre esses episódios é importante porque apesar de ser verdade que Lulinha se tornou um empresário bem sucedido mas NÃO UM BILIONÁRIO, como dizem, acho que reforça um pensamento que tenho de que nenhum negócio se torna tão grande se for totalmetne lícito. A Friboi se tornou uma grande empresa mas foi às custas de empréstimo do BNDES (que já falei muito sobre em outro texto desse blog), então mais uma vez vemos “cases de sucesso” que deram certo por envolver dinheiro público, dinheiro de trabalhadores que não entendem de política, segundo os neoliberais. Apesar de Lula ter uma história pré-política respeitável e ter feito reformas sociais muito consideráveis, há de se questionar sua omissão diante desses casos.

Revisado em 09/11/2017

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