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Como deverá ficar o setor de TI de Cuba após o fim do embargo

Na acalorada disputa entre as grandes potências na época da Guerra Fria, na tentativa de provar qual era o melhor regime, o capitalismo ou o socialismo, acabou sobrando para uma pequena ilha. Ilha essa que vivia sob uma ditadura de direita, com relações próximas aos EUA, acabou, através de uma guerrilha liderada por Fidel Castro, instaurar o comunismo na ilha. Os EUA não ficaram satisfeitos com a mudança de regime e declararam um embargo à ilha em 1962. Rompeu relações comerciais e impedia outros países de manterem, com o claro intuito de prejudicar Cuba.

Com o clima de confronto constante entre os dois países desde que Cuba adotou o comunismo, os EUA transformaram o embargo em lei em 1992, oficializando o bloqueio econômico. Desde então Cuba registrou prejuízos milionários e serviços precários em todos os país.

Um dos serviços que sofreram com a dura medida ianque foi a infraestrutura, principalmente no setor de informática. Mesmo com o fim da Guerra Fria, Cuba sempre sofreu com atraso tecnológico. Em constante dificuldade financeira, Cuba sempre priorizou a saúde e a educação, que sempre apresentaram níveis altos.

Mesmo com fraca infraestrutura de informática, Cuba não deixou de ter acesso à internet, mesmo que de baixa velocidade e sem que seus cidadãos pudessem acessá-la em suas próprias casas. Muitas pessoas acessam a internet através de lan houses ou ainda com cartões de raspar pré-pagos, que fornecem um código. Para obter esse cartão a pessoa deve desembolsar $2 e utilizar o código para ter acesso a 1 hora de internet. Com a baixa velocidade da internet, 1 hora pode às vezes não ser o suficiente.

metade dos computadores em Cuba tem acesso à internet. Essa limitação de acesso dificulta o compartilhamento de filmes e músicas, o que fortaleceu a pirataria offline no país. Eram distribuídos semanalmente USBs e discos rídigidos valendo 1 CUC (um salário médio de Cuba é entre 15 e 20 CUC), chamados El Paquete Semanal.

Além disso, por não ter relações muito amigáveis com os EUA, o Windows não era muito bem vindo na terra, fazendo com que em Cuba sempre houvesse incentivo em usar sistemas Linux. Tanto que desde 2009 Cuba usa sua própria distribuição Linux, nomeada Nova.

No final de 2014, impulsionado pelo Papa Francisco, houve uma conversa entre Raul Castro e Barack Obama para tratar o fim do embargo. Obama mostrou interesse em encerrar a medida mas ela precisava de aprovação do legislativo ianque, pois desde 1992 era tido como lei. Apesar de ambos os lados concordarem em acabar com o bloqueio, o episódio foi tratado em cada lado de maneira distinta, conforme percebido no discurso de cada um dos presidentes:

Declaração de Barack Obama: “Nós vamos encerrar uma abordagem que por décadas falhou em defender nossos interesses, e em vez disso, vamos começar a normalizar as relações entre os dois países. Por meio dessas mudanças, nós queremos criar mais oportunidades para os americanos e para o povo cubano, e começar um novo capítulo entre as nações das Américas.”

Declaração de Raúl Castro: “Isso não quer dizer que a questão principal tenha sido resolvida.” (…) “O bloqueio econômico, comercial e financeiro, que provoca enormes prejuízos humanos e econômicos ao nosso país, deve cessar.”

Isso foi bem percebido quando Obama visitou Cuba e ao tentar abraçar Raul, o líder cubano prontamente segurou o braço dele, evitando o gesto.

Com o fim do embargo, foi possível Cuba receber serviços de outros países e um dos invesimentos que agora poderiam ser realizados seria relacionado à internet. O Google prontamentou apareceu para investir na velocidade de internet na ilha, além de pontos W-Fi para ampliar a utilização da internet na ilha.

Depois de melhorar a conexão com a internet no país, o próximo passo seria tirar proveito disso para incentivar ainda mais o uso de software livre na ilha. Foi então realizada a CubaConf, uma Conferência Internacional de Software Livre que aconteceu em Havana em 25 e 26 de Abril de 2016.

Um dos patrocinadores foi a Python Foundation, que inclusive escreveu uma resenha sobre os dois dias do evento. Dentre os vários palestrantes de vários países, houveram alguns de renome como Jacob Appelbaum do Tor e Alex Hardeman do Let’s Encrypt, ambos naturais dos Estados Unidos, e também dos brasileiros Valessio Soares e Etiene Dalcol.

Outro detalhe curioso do evento foram os preço diferenciados de acordo com a localidade dos participantes. 100 EUR para moradores de países economicamente desenvolvidos, 20 EUR para quem mora na África ou na América Central ou do Sul e um ponto curioso: cubanos não precisaram pagar para comparecer ao evento, confirmando que o intuito principal do evento seria de incentivar o software livre no país.

Como Cuba, apesar de ter seus problemas econômicos, tem uma saúde de alto nível, nada melhor do que ter aproveitado o evento de software para apresentar um projeto de medicina baseado em software livre. Trata-se do GNUHealth, uma plataforma aberta para auxiliar governos e instituições voltadas para área da saúde.

Apesar de não ser unanimidade entre população cubana, o fim do embargo já trouxe e tende a trazer melhorias no país em setores que não tinham condições de evoluir com o bloqueio de mercado. O que se questiona é a forma como os acordos econômicos serão feito em Cuba.  Um exemplo recente disso foi o fato da delegação cubana ter feito o desfile de abertura das Olimpíadas 2016 portando trajes da Chanel, uma grife de roupas que chega a ter par de sapatos que custam R$ 19 mil. Algo impensável a alguns anos atrás, quando a ilha não se rendia ao capitalismo e valorizada o social.

Fim do Firefox OS em smartphones e o conceito de Web

Quando a Mozilla decidiu entrar no mercado de smartphones ganhou destaque por disponibilizar aparelhos de baixo custo, com mais ou menos de R$100 você poderia ter um smartphone.

Ele começou a ser vendido em setembro de 2013. Foi um ZTE que custava U$79,99 e vinha desbloqueado, sem contrato nem aplicativo de nenhum operadora, como estamos acostumados a ver as distribuições livres, bem diferente de quando você compra um computador com Windows, que vem com vários aplicativos pré-instalados da empresa que fez o computador. Curioso que alguns são programas que prometem melhorar a performance do computador, mas se o sistema fosse realmente bom não precisaria de programa de terceiros para melhorar performance, muito menos toda essa marketagem para se vender. O mesmo se aplica aos smartphones, que hoje em dia as empresas vêm cometendo a aberração de vender smartphones fechados, onde nem pode abrí-lo. O que é isso? Medo da concorrência? E a liberdade do usuário que se dane.

Falei isso porque, dois meses depois, quando os primeiros Firefox OS chegaram ao Brasil, a Mozilla fez uma parceria com a Vivo para oferecer alguns aparelhos e ainda havia a expectativa de que fossem feitas parceria com outras operadoras. Sinceramente o Firefox OS não precisava disso. Além do enorme respeito que a Mozilla tem pelo mundo, os aparelhos eram de baixo custo e ofereciam uma nova perspectiva para o usuário: era todo baseado em web, mais precisamente em HTML5. E isso tinha suas vantagens.

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Estamos acostumados a ver desenvolvedores querendo se inserir no mundo de desenvolvimento em smartphones, e aí o que elas fazem? Aplicativos. Por mais banais que sejam, são vários aplicativos sendo feitos. Não interessava mais fazer um site, tinha que ser feito um aplicativo, mesmo que apenas para replicar os dados fornecidos pelo site. O número de aplicativos para smartphones sendo feito vem crescendo.

 

Número de aplicativos na Google Play. Fonte: http://www.statista.com/statistics/266210/number-of-available-applications-in-the-google-play-store/ . Acessado em 20/1/2016
Número de aplicativos na Google Play.
Fonte: http://www.statista.com/statistics/266210/number-of-available-applications-in-the-google-play-store/ . Acessado em 20/1/2016

Eu encaro aplicativos de smartphones como programas de computador (que é o que realmente eles são). Dificilmente instalo um programa a menos que realmente tenha necessidade, hoje em dia temos muitas alternativas na própria web. Geralmente basta digitar na barra de busca o que você quer fazer e irá se deparar com algum serviço online para isso, sem necessidade de baixar nenhum programa.

Muitas pessoas não tem essa mesma visão quando estão usando celulares e estão sempre procurando vários aplicativos para instalar mesmo que para fazer uma funcionalidade pontual, depois ele não é mais usado. No Android e no iOS aplicativos ficam sendo executados no plano de fundo, o que representa um consumo de bateria significativo. Acabou não se tornado raro ver pessoas que vez ou trato formatam o sistema do smartphone o acusando que estava lento (mesmo sem ter o cuidado de querer baixar milhões de aplicativos fúteis), tipo de coisa que quase não se vê em quem usa esses tipos de sistema para desktop (Linux e Mac).

A Web cresceu muito. Surgiram muito sites com recursos para ajudar na produtividade, juntando isso ao fato dos smartphones serem de baixo custo o Firefox OS poderia ter um futuro melhor, mas em dezembro de 2015 foi anunciado que ele não seria mais desenvolvido. As pessoas não souberem fazer proveito disso e, mesmo com o acordo com a Vivo, houve uma divulgação para os smartphones com o sistema da Mozilla. Levando em conta tudo que poderia significar a participação desse sistema no mercado dos smartphones, considerei a pior notícia do ano relacionado à tecnologia.

Achei que seria o fim do sistema mas felizmente a Mozilla segue trabalhando no Firefox OS para SmartTVs. Pode ser que dessa vez dê certo, visto que SmarTVs não combinam muito com essa idéia de aplicativos, até porque há poucas alternativas e não contam com atualizações constantes, o que levam algumas pessoas a preferir utilizar um Chrome Cast.

O Firefox OS pode não ter dado certo com os smartphones mas a Mozilla não iria deixar uma idéia dessa morrer, principalmente por ser uma empresa que tem forte contribuição da comunidade. Espero que o sistema tenha mais sorte nesse novo rumo. A Web agradeceria.

Como um software FECHADO fez a Volkswagen driblar as Leis Ambientais

Desenvolver softwares complexos em grandes empresas é uma tarefa árdua, envolvem grandes equipes com profissionais de alto nível. Mas por mais qualificada que seja a equipe o software tende a dar problemas devido à grande complexidade que envolve um computador. Os problemas podem ser uma falha grave tanto acidental, como as famosas telas azuis do Windows que são muito recorrentes (que levou até à criação de um canal do Reddit  mostrando vários casos), como proposital, no caso recente do software da Volkswagen para manipular o resultado de gases poluentes na hora do teste.

O diesel é usado em veículos de grande porte por ser mais eficiente em veículos que necessitem de maior potência do motor, em contrapartida é bem mais poluente que o combustível tradicional, sendo constantemente alvo de disputas sobre autorizar o maior uso ou restringí-lo ainda mais. A Volkswagen tem se destacado nos últimos anos na venda de carros à diesel se sobressaindo aos rivais pela eficiência do motor. No mês passado uma ONG (ICCT) juntamente com a Universidade da Virgínia fizeram um experimento e constataram que os combustíveis à diesel da Volkswagen eram mais poluentes do que o esperado (na verdade muito mais, cerca de 10 a 40 vezes, dependendo do modelo) mas que ao testar no laboratório os níveis eram aceitáveis.

Começou uma investigação que acabou revelando que a Volkswagen estava alterando o funcionamento do carro apenas na hora dos testes para poder ir às lojas com motores mais potentes sem se preocupar com o meio ambiente. O software funciona da seguinte maneira: ao identificar os indicadores específicos que indicassem que o carro estava sendo testado (posição do volante, velocidade do veículo, tempo que o motor ficou ligado e pressão barométrica), alterava o funcionamento do motor para emitir a quantidade de gases suficiente para ser aprovado no teste.

A discussão vai muito além do setor automobilístico e do ambiental, pois o escândalo tem como protagonista um software… e fechado! Não raro se vê pessoas defenderem que  se você tiver uma grande idéia deve guardá-la só para si e vendê-la para lucrar em cima disso, afinal, para essas pessoas, o importante é ganhar muito dinheiro e não promover uma solução para o bem estar geral. Eis então qual foi a “grande idéia” idéia da Volkswagen, fechar um software – pra ninguém saber como funciona – e com ele desbancar os adversários, fazendo parecer que a empresa tinha encontrado uma solução ótima para controlar os níveis de poluentes sem perder potência do motor. Na verdade encontrou uma solução ótima para enganar a todos, o que felizmente foi descoberto.

Se aproximando ainda mais do cenário da computação, quem acompanha novidades na área de segurança percebe que são recorrentes a descoberta de backdoors por parte de produtos das grandes empresas Google, Microsoft e Apple, isso sem listar outras grandes que às vezes também ganham as manchetes. Por trás dos grandes negócios não necessariamente se pratica o bom senso, por isso a solução por um mundo mais seguro e de qualidade está no conhecimento e liberdade do software.

Software Livre sem Cortina de Ferro

Em um trecho de entrevista do presidente uruguaio José Mujica no Pragmatismo Político, ele coloca em xeque uma crença trágica que marcou a União Soviética e seus seguidores: a idéia de que o essencial para construir uma nova sociedade era alterar as bases materiais da produção de riquezas. Mujica acredita que o sistema em que estamos vivendo precisa e pode ser superado, mas através de um processo lento, e que, mesmo não aceitando filosoficamente o capitalismo, estamos cercados por ele e por seus costumes.

Enquanto a sociedade real funciona, mesmo que capitalista, é preciso fazer as coisas. Impostos devem ser cobrados para mitigar as dificuldades sociais mas não se deve cair no conformismo crônico mas não se deve cair no conformismo crônico de achar que apenas reformando o sistema se vai a algum lado. É o que diz Mujica.

E o que isso tem a ver com computação ou software livre?

Há constantes debates a respeito de usuários que utilizam softwares proprietários em distribuições Linux, alguns não vêem problema nisso mas outros são radicalmente contra.

O Linux ainda é um sistema temido por alguns usuários por ter ganho fama de ‘sistema difícil de manusear’ e ‘sistema que não roda nada’. O sistema teve sim seus problemas no começo mas essa fama vem deixando de… cada vez mais. Essa evolução não poderia ter ocorrida nessa velocidade se não tivesse cedido ao uso de alguns softwares proprietários.

É assim que podemos, por exemplo, utilizar interfaces de rede através de drivers proprietários, já que as empresas se recusam a desenvolver drivers com licença livre. O argumento é de que todos poderiam saber como o equipamento funciona e isso poderia ser usado pela concorrência. Com esse argumento caímos no típico pensamento mercadológico dos software proprietários de pagarmos pelo produto e não termos a liberdade de saber como funciona.

Infelizmente a comunidade Linux, apesar da filosofica libertária, teve que utilizar drivers proprietários senão teríamos sistemas Linux sem acesso à internet, o que seria uma verdadeira parada no tempo. O que temos que fazer é ceder ao seu uso mas que desenvolvedores continuem em busca de alternativas livres que substituam as proprietárias à altura.

Outra reclamação recorrente dos usuários de Linux era a falta de jogos suportados pela plataforma. Alguns usuários gamers até reconhecem a robustez do sistema mas afirmam não utilizá-lo pela incompatibilidade com os jogos modernos.

Foi que a Valve, empresa por trás do Steam, resolveu dar portabilidade de alguns de seus jogos para Linux. Agora os jogos não eram mais desculpa para não usar Linux. Tudo bem que esses jogos são softwares proprietários, mas ver jogos robustos rodando num sistema Linux era o sonho de muitos usuários e isso pode fazer com que mais empresas voltem seus olhos para o sistema, pois houveram até casos de jogos que rodaram melhor no Linux.

No momento em que foi escrito esse texto, a Steam já havia suporte a mais de 530 jogos para Linux.

No fim das contas, algumas vezes devemos dar um passo pra trás para podermos dar dois pra frente.

Agora o discurso de Mujica no início do texto deve fazer mais sentido. Assim como foi citado o capitalismo, estamos cercados de empresas e softwares proprietários e não podemos simplesmente negá-los se no momento não temos condições de oferecer qualidade apenas com o que temos.

Assim também como foi dito que “não devemos cair no conformismo de achar que apenas reformando o sistema se vai a algum lado”, apesar de fazer uso de software proprietário não devemos nos contentar em apenas utilizá-los, e sim buscar meios de procurar fazer um produto livre à altura.

O usuário deve utilizar produtos que tenham qualidade, e não se sentir forçado a utilizar um produto só pelo fato de ser livre, a solução é ter alternativas de convençam o usuário de usá-lo, pois estamos falando de um sistema livre e não há espaço para imposição.

UEFI e Secure Boot: avanço na tecnologia, retrocesso na liberdade

Quem comprou um notebook recente que tenha UEFI deve ter ficado satisfeito de ver o sistema operacional iniciar quase que instantaneamente. Com certeza um ganho de tempo significativo.

A UEFI veio para substituir a BIOS e para funcionar, analisa o setor de inicialização do disco rígido e verifica se  possui assinatura digital válida baseada em certificados do próprio UEFI. O sistema só é carregado se possuir se a checagem ocorrer com sucesso. Esse notebook que você comprou muito provavelmente deve ter vindo com Windows 8. Deve então ter vindo com o Secure Boot ativado, que é responsável por certificar o Windows 8 e permitir que ele seja iniciado. O Secure Boot, como o nome diz, veio para permitir que seja feito um boot seguro, garantindo segurança do usuário impedindo que aplicativos maliciosos, não autorizados, sejam iniciados juntos com o sistema. O problema que é que essa medida é tão segura que não permite, inclusive, que você decida instalar outro sistema operacional.

Claro que isso causou um debate na comunidade de sistemas livres Linux, que para serem instalados nos notebooks com essa tecnologia precisariam comprar licenças da Microsoft para serem certificados pelo Secure Boot (detalhe que CADA distribuição Linux deveria comprar sua própria chave). Isso levou a Free Software Foundation a apelidar o Secure Boot de Restricted Boot.

Para resolver o problema a Fedora decidiu adquirir uma chave e a Canonical decidiu criar uma proposta alternativa mas ambas não receberam apoio da Free Software Foundation, que reclamou da burocracia imposta para a Microsoft para obtenção de uma chave, envolvendo acordos complexos, bastante documentação e licenças envolvidas. Fora que toda a papelada é assinada para obtenção de um modelo fechado, que vai contra a ideologia do movimento.

O UEFI, tecnologicamente falando, é realmente algo muito bom pois com toda a evolução do hardware não se via muita evolução por parte da BIOS. Infelizmente essa evolução tecnológica veio para restringir a liberdade dos usuários, que é algo essencial para qualquer um. Cada um tem direito de escolher o sistema que quer e não ficar preso a um só porque já veio instalado na máquina.

Eu mesmo comprei um ultrabook recentemente e tive muita dificuldade de instalar o Ubuntu 13.10 mas consegui graças a esse excelente tutorial, acrescentando só que antes de realizar esses passos de instalação do Ubuntu utilizei o Gparted (que vem no LiveCD) para criar a partição para ser instalado o Ubuntu.