Devemos confiar em Ciro Gomes?

Enquanto o Congresso brasileiro fica na sua briga interna entre a oposição, querendo derrubar a presidente, e a situação, querendo derrubar o presidente da Câmara, em uma batalha de egos que só vem atrasando o desenvolvimento do país, que já quase não dá muitos passos, um personagem fora do Congresso ganha destaque por fazer discursos de alguém que parece estar muito bem situado dos problemas do Brasil. Discursos que além de mostrar essa visão, mostra solução para esses problemas, coisas que poucas vezes vemos sendo proferidas por pessoas de terno dentro do Congresso.

Ciro Gomes mostra que está bem situado do plano da oposição aos ataques aos partidos aliados à presidente, reconhecendo que muitas medidas da oposição são equivocadas e talvez nem precisem ser mais  tão bem elaboradas pois a população vem engolindo qualquer história que fale mal do atual governo. Isso pode ser bem percebido nos nível de reprovação levantados em pesquisas.

Ele mostra também que está percebendo os equívocos do governo mas com a diferença que vem sempre mostrando possíveis soluções para esses problemas atuais do governo. Exatamente o que o povo quer ouvir.

Mas o que traz Ciro Gomes de volta à tona, após ficar recluso de campanhas políticas? Ele que não se candidatou em 2010 nem fez parte de nenhuma aliança, ficando afastado da vida política até 2015, quando se tornou Secretário Estadual de Saúde do Ceará. E parece ter voltado no momento certo, pois a população não acredita mais em nenhum dos partidos que estão nos holofotes. Estão todos desacreditados e Ciro Gomes parece estar querendo aproveitar esse momento.

Logo ele que começou sua carreira política no PDS, o sucessor da Arena (partido da ditadura), em 1980. 3 anos depois foi para o PMDB e em 1988 fundou o PSDB, onde permaneceu até 1996 quando resolveu ir para o PPS, o antigo Partido Comunista Brasileiro (meio contraditório pra quem começou a carreira num partido cujos membros mandavam torturar quem defendia as causas do seu então atual partido).

Depois disso, esteve longe de tentar disputas governamentais e presidenciais e passou tempos em reclusão e agora, ao que parece, escolheu o momento certo para voltar a dar as caras. Após tantas entrevistas com diálogos bastante coerentes (destaque ao que ele deixa o economista neoliberalista Rodrigo Constantino sem argumentos nas discussões), todas elas disponíveis no Youtube.

Quem vinha acompanhando as ações e os discursos de Ciro Gomes já deve ter imaginado qual era a principal intenção dele: ser candidato a presidência, que já tentou por duas vezes. Em 22 de Janeiro ele confirmou sua intenção. Agora devemos ficar atentos para saber qual a verdadeira razão para o aparecimento de Ciro nesse momento: de alguém que já está a muito tempo na política e decidiu “arrumar a casa” ou se é simplesmente de alguém que finalmente viu uma eleição presidenciável one ele tenha reais condições de vencer.

É preciso ficar atento a essa tipo de coisa. Na política os episódios são sempre os mesmos, só muda os personagens.

Revisado em 07/09/2017

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Fim do Firefox OS em smartphones e o conceito de Web

Quando a Mozilla decidiu entrar no mercado de smartphones ganhou destaque por disponibilizar aparelhos de baixo custo. Com mais ou menos de R$100 você poderia ter um smartphone.

Ele começou a ser vendido em setembro de 2013. Foi um ZTE que custava U$79,99 e vinha desbloqueado, sem contrato nem aplicativo de nenhum operadora, como estamos acostumados a ver as distribuições livres, bem diferente de quando você compra um computador com Windows, que vem com vários aplicativos pré-instalados da empresa que fez o computador. Curioso que alguns são programas que prometem melhorar a performance do computador, mas se o sistema fosse realmente bom não precisaria de programa de terceiros para melhorar performance, muito menos toda essa marketagem para se vender. O mesmo se aplica aos smartphones, que hoje em dia as empresas vêm cometendo a aberração de vender smartphones fechados, onde nem pode abrí-lo. O que é isso? Medo da concorrência? E a liberdade do usuário que se dane.

Falei isso porque dois meses depois, quando os primeiros Firefox OS chegaram ao Brasil, a Mozilla fez uma parceria com a Vivo para oferecer alguns aparelhos e ainda havia a expectativa de que fossem feitas parceria com outras operadoras. Sinceramente o Firefox OS não precisava disso. Além do enorme respeito que a Mozilla tem pelo mundo, os aparelhos eram de baixo custo e ofereciam uma nova perspectiva para o usuário: era todo baseado em web, mais precisamente em HTML5. E isso tinha suas vantagens.

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Estamos acostumados a ver desenvolvedores querendo se inserir no mundo de desenvolvimento em smartphones, e aí o que elas fazem? Aplicativos. Por mais banais que sejam, são vários aplicativos sendo feitos. Não interessava mais fazer um site, tinha que ser feito um aplicativo, mesmo que apenas para replicar os dados fornecidos pelo site. O número de aplicativos para smartphones sendo feito vem crescendo.

 

Número de aplicativos na Google Play. Fonte: http://www.statista.com/statistics/266210/number-of-available-applications-in-the-google-play-store/ . Acessado em 20/1/2016
Número de aplicativos na Google Play.
Fonte: http://www.statista.com/statistics/266210/number-of-available-applications-in-the-google-play-store/ . Acessado em 20/1/2016

Eu encaro aplicativos de smartphones como programas de computador (que é o que realmente eles são). Dificilmente instalo um programa a menos que realmente tenha necessidade, hoje em dia temos muitas alternativas na própria web. Geralmente basta digitar na barra de busca o que você quer fazer e irá se deparar com algum serviço online para isso, sem necessidade de baixar nenhum programa.

Muitas pessoas não tem essa mesma visão quando estão usando celulares e estão sempre procurando vários aplicativos para instalar mesmo que para fazer uma funcionalidade pontual, depois ele não é mais usado. No Android e no iOS aplicativos ficam sendo executados no plano de fundo, o que representa um consumo de bateria significativo. Acabou não se tornado raro ver pessoas que vez ou outra formatam o sistema do smartphone o acusando que estava lento (mesmo sem ter o cuidado de querer baixar milhões de aplicativos fúteis), tipo de coisa que quase não se vê em quem usa esses tipos de sistema para desktop (Linux e Mac).

A Web cresceu muito. Surgiram muito sites com recursos para ajudar na produtividade, juntando isso ao fato dos smartphones serem de baixo custo o Firefox OS poderia ter um futuro melhor, mas em dezembro de 2015 foi anunciado que ele não seria mais desenvolvido. As pessoas não souberem fazer proveito disso e, mesmo com o acordo com a Vivo, houve uma divulgação para os smartphones com o sistema da Mozilla. Levando em conta tudo que poderia significar a participação desse sistema no mercado dos smartphones, considerei a pior notícia do ano relacionado à tecnologia.

Achei que seria o fim do sistema mas felizmente a Mozilla segue trabalhando no Firefox OS para SmartTVs. Pode ser que dessa vez dê certo, visto que SmarTVs não combinam muito com essa idéia de aplicativos, até porque há poucas alternativas e não contam com atualizações constantes, o que levam algumas pessoas a preferir utilizar um Chrome Cast.

O Firefox OS pode não ter dado certo com os smartphones mas a Mozilla não iria deixar uma idéia dessa morrer, principalmente por ser uma empresa que tem forte contribuição da comunidade. Espero que o sistema tenha mais sorte nesse novo rumo. A Web agradeceria.

Revisado em 07/09/2017

Piracy in people’s voice and the grow of Crowdfunding

Has gone the time that the word piracy was be just one meaning: crime. People start to familiarize with the practices knowed as piracy beacuse they can enjoy freely and share with another people. From that point open horizons, this let more evident the true philosophy beyond the information share.

At the begging the most popular sharing was be the music sharing, in 1999 with Napster. With this tool it was possible get any music in your computer, listen it whenever you want and, of course, sharing it with other people. This tool was much accepted by people but bother who used to gain money with this. And bother more when people perceive how much money the industry earn restricting the access to information and want to impose what the new tendencies and what the people could be listen.

Actually, the practice of copy did not arise at this time. In each evolution of media format was always have copy, was be with k-7 tapes, VHS and blank CDs and DVDs. Few people know but this is also considered piracy, because in the contract created by industry, in the moment that you buy a CD or a DVD you commits to don’t share the content with any other person, only you can have access. So, the simple fact that lend a CD to another one is considered illegal under this agreement.

With this “crisis” the independent record labels gained more visibility. As quoted by the journalist Marco Antônio Barbosa, “in the midst of shooting the independent labels would guerrilla troops, compared to the heavy artillery of the multinationals. Small and without many resources, compensate with the agility they lack the powerful multis”.  So, the artists were less and less tied to the need for a major label and now were managing to promote more easily.

Culturaly was changing the vision that how the music was been seen and each more was discussing alternative ways. In all this discussion appear the concept of crowdfunding, which is just a new name of a thing that already was being practiced. It consists in an artist expose your idea and how much he need to make it happen, so those interested contribue financially and the idea thorns a product if reach the necessary amount .

One important fact is that the product only is made if have sufficient people to cover the expenses, with this the artist will not have injury. Perfect! The phonographic industry should be dedicate more time to think in alternatives based on will of people rather then try to combat piracy imposing that people follow which the industry impose.

People don’t wanna to pay a product beacuse it’s expensive, the traders consider expensive but sell in this price beacuse the taxes. If we follow this train of thought, by elimination process, we will found the real culprits that.

O que podemos aprender com contas invadidas

Antes de ler o texto veja o vídeo abaixo:

O troll do video acima fez essa ação como forma de protesto para chamar atenção das pessoas à respeito da política externa dos EUA e suas intervenções militares no Oriente Médio.

É de conhecimento de todos o quanto a política externa é importante para a força econômica e moral dos EUA diante do mundo, principalmente em suas participações nos conflitos militares entre os países do Oriente. O país está nessa guerra em uma aliança com Israel e Arábia Saudita, países esses que também estão preocupados em fortalecer seus governos com as guerras. Nesse link há um texto muito em que faz uma comparação entre esses três países e como eles usam a religião como justificativa para colocar a população do lado de seus respectivos governos nessas guerras.

Desde os ataques de 11 de Setembro nos EUA, conflito militar tem sido um tema recorrente no país. Osama Bin Laden e Saddam Hussein eram figuras exaustivamente noticiadas em jornais em todo o mundo quando o assunto era os EUA e sua guerra. Após as mortes dessas duas figuras emblemáticas era de se esperar que iria frear os conflitos violentos relacionados a essa guerra mas desde então tem piorado. O nome da vez é o ISIS (Estado Islâmico do Iraque e da Síria, no acrônimo em inglês), que posteriormente mudou o nome para Estado Islâmico, um grupo extremamente radical que quer simplesmente aniquilar todos aquelas que não acreditam em seu deus. Para se ter uma idéia, o grupo era inicialmente ligado à Al-Qaeda mas esta rompeu o acordo por considerar o Estado Islâmico um grupo muito brutal.

Um grande problema é em como surgiu o Estado Islâmico. Segundo documentos obtidos pelo Wikileaks e publicados pelo The Guardian, grande parte do armamento do Estado Islâmico veio de grupos armados pelos EUA e seus aliados. O armamento começou a ser enviado aos opositores sírios em 2013, em uma época em que eles estavam começando a se enfraquecer, e foi distribuída sob argumento de que o governo sírio estava usando armas químicas. Para enviar as armas, o governo Obama usou bases clandestinas, como relatou uma matéria no Pragmatismo Político. Mas qual a intenção dos EUA em financiar um grupo considerado terrorista?

O objetivo dos EUA é derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad, o considerando culpado pela guerra civil na Síria. Esse também é o objetivo do Estado Islâmico, que quer assumir o poder. A falta de definição sobre o que vem a ser terrorista ou não é o que tem causado aversão à guerra por partes de algumas pessoas. Os EUA não mira a Arábia Saudita e o Paquistão por serem aliados diplomáticos, sendo a Arábia Saudita inclusive bastante influente na política americana, por vezes comprando membros da classe política. O resultado desse teatro ridículo da “Guerra ao Terror” promovido pelos EUA pode ser conferido nesse ótimo documentário produzido pela Vice News que fala sobre o Estado Islâmico.

Visto que por causa desse ato pesquisei mais sobre o assunto e escrevi esse texto, se cada procurar se informar mais à respeito da guerra e como vem sendo o papel que os EUA vêm exercendo nela, então missão cumprida, pequeno troll.

Revisado em 07/09/2017

A força do Bitcoin na crise da Grécia

Apesar de não ser um país geograficamente tão extenso e com cerca de 11 milhões de habitantes, em 2015 a Grécia passou pela sua maior crise financeira na historia. Além da preocupação com o capital interno há uma preocupação geral pelas dívidas externas que o país possui. Para se chegar à situação, houve uma falta de controle do gasto público envolvendo o pedido de vários empréstimos e o aumento de salários. A Grécia já estava despreparada na crise global de 2009, que resultou no aumento de sua dívida, e agora depende de mais empréstimos para refinanciar outros empréstimos. O problema é que nenhum país confia mais em emprestar dinheiro para a Grécia.

O problema financeiro é na Grécia mas a preocupação é global, ou para ser mais específico, na zona do euro, pois há um temor de um efeito dominó, como explica a BBC Brasil, que derrube outros países enfraquecidos como Portugal, Irlanda, Itália e Espanha. Dentro desse cenário acontecem as medidas de sempre que os governos apresentam nesses casos: aumento de impostos, congelamento de salários e, em casos mais críticos, controle de capital pessoal da população. Esse terceiro é o pior, pois há uma interferência direta do Estado sobre o dinheiro de cada um, o dinheiro que foi concebido a cada um através da força de trabalho. Além de pagar impostos e trabalhar diretamente para o Estado – no caso dos servidores públicos – ele ainda quer controlar o quanto cada um pode gastar ou não.

Obviamente isso não foi bem recebido pela população e houveram muitos protestos nas ruas. Cogitou-se até que a Grécia abandonasse o euro, o que acarretaria na desvalorização da moeda e causaria uma ruptura no mercado interno. Mas caso houvesse esse abandono, a Grécia já teria um substituto: o Bitcoin.

Para controlar o capital, os bancos gregos fecharam temporariamente para evitar que as pessoas retirassem dinheiro e as transações diárias estavam limitadas a 60 euros. Revoltados com o controle do Estado sobre o capital, os gregos começaram a migrar para o Bitcoin, com isso poderiam usar seu próprio dinheiro sem interferência. De olho na migração, a exchange Bitcurex enviou e-mails para os cidadãos gregos levantando algumas questões para facilitar o uso da moeda, dentre essas perguntas, se haviam ATMs de Bitcoin na Grécia. Para facilitar, a própria Bitcurex ofereceu 3 meses de transações gratuitas para os gregos. No site da CNN teve até uma página para os gregos poderem contar, sem ter sua história divulgada publicamente, como o Bitcoin facilitou sua vida na Grécia nesse período

Para dar mais força a esse argumento, o ministro de finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, publicou em seu blog pessoal à respeito do Bitcoin. No texto ele fala sobre a deflação, ou seja, as medidas para combate à inflação, onde ele faz críticas à essa medida e em como a zona do euro, através do Banco Central Europeu, faz uso dela. Para resolver esse problema, Varoufakis sugere a criação de uma moeda centralizada mas que funciona com o algoritmo do Bitcoin, que ele chamou de FT-coin (Future Taxes), onde uma das mudanças é o registro de quando a moeda foi usada para, de acordo com essa informação, verificar se ela foi usada para pagamento de impostos nos últimos dois anos. O ponto chave para essa idéia foi a transparência, pois, segundo ele, ficariam a conhecimento de todos e não envolveria os bancos e suas restrições determinadas, além de economizar euros para envolver pessoas para monitorização, pois como todas as transferências seriam públicas poderiam ser vistas por qualquer cidadão. Resumi bastante o texto de Varoufakis, leiam o link que vale a pena!

O que aconteceu na Grécia mostrou o quanto a falta de transparência na economia pública tem incomodado as pessoas, sobretudo aquelas que ganham seu dinheiro honestamente e não tem certeza de que forma suas contribuições financeiras para o Estado estão sendo convertidas. Esse foi mais um episódio do impacto positivo que as moedas virtuais vêm causando em busca de um mundo justo, onde a força de trabalho das pessoas são valorizadas sem abrir mão de suas liberdades.

Revisado em 07/09/2017

Cidades digitais: estamos preparados para isso?

Estar sempre conectado. Essa é a frase propagada pela grande indústria para movimentar a indústria de gadgets. A idéia de que precisamos ter vários dispositivos e por algum motivo, algumas vezes não necessariamente muito útil, ele deve estar sempre conectado à internet. A Internet das Coisas (IoT) é uma realidade e o que antes se falava em conectar cafeteiras e geladeiras está se ampliando para um novo patamar: conectar uma cidade inteira.

O Tecmundo visitou Águas de São Pedro, um município de São Paulo, que por ser a segunda menor cidade do país facilitou sua escolha como “cidade teste” da Telefônica, que substituiu todo o cabeamento da cidade por fibra ótica. Após melhorar a infraestrutura foi investido na automação de serviços públicos, nas áreas de saúde, educação e turismo. Dentre eles estão serviços na nuvem para livros nas escolas e jornais, trabalhos digitalizados em hospitais, LCDs gigantes com informações para turistas e, claro, Wi-fi grátis. Esse foi apenas o começo e a Telefônica já pensa mais adiante, com a adição de câmeras de segurança e postes de iluminação inteligente.

Quando alguém quer obter informação de uma rede que não tem acesso, mesmo sem ter a senha pode se valer de outros meios para conseguir ter acesso a essa rede. A lei é que há sempre um elo mais fraco, então basta dar alguns (ou vários) arrodeios que uma hora ou outra poderá obter esse acesso. Quem acompanha notícias da área deve estar familiarizado com dispositivos que estão inseridos nesse conceito sendo invadidos. Smart cars, Smart TVs, geladeiras, até mesmo um gato! Todos eles podem ser alvo na busca pelo elo mais fraco.

A idéia é que quanto mais dispositivos fizerem parte da rede aumenta a probabilidade de encontrar uma maneira de invadi-la, isso em uma casa, imagine em uma cidade. Invadir um sistema público pode ser algo muito grave, imagine qualquer um poder controlar um semáforo ou o fornecimento de água ou energia. Nada que possa fazer o trailer de Watch Dogs ser não-ficção.

No DEFCON 22 o palestrante Cesar Cerrudo demonstrou como invadir um sistema de controle de tráfego e alertou sobre os perigos que podem acontecer em uma cidade digital. Como o mesmo falou em uma entrevista à SC Magazine: “Levando em conta novas tecnologias e modo de vida em cidades inteligentes, vamos considerar se um ou mais serviços dependentes de tecnologia não funcionarem. Como seria sem funcionar sistema de controle de tráfego, iluminação e transporte públicos? Como os cidadãos reagiriam a um inadequado abastecimento de eletricidade ou água, ruas escuras, e sem câmeras? E se o sistema de coleta de lixo for interrompido no verão e as ruas ficarem cheirando mal?”. Perfeito!

Isso pode ser levado também a um nível mundial. Por quem alguém do outro lado do mundo iria querer invadir seu computador? O maior motivo é para que seu computador faça parte de um ataque DDoS, que por ser um ataque distribuído, amplia sua chance de efetividade. Conectando os serviços da cidade significa aumentar a quantidade de dispositivos que estão conectados a internet, aumento o universo de possíveis alvos para ser realizado esse tipo de ataque.

Apesar de Águas de São Pedro ainda estar em fase inicial de modernização foi feito um levantamento das 7 cidades digitais mais vulneráveis a ataques e veja só quem está nessa lista:

Captura de tela de 2015-11-07 22:49:31Fonte: http://thehackernews.com/2015/07/smart-city-cyber-attack.html

O aumento de dispositivos conectados à rede está aumentando exponencialmente mas a procura por melhor segurança não está acompanhando o mesmo ritmo. Ainda temos muitas vulnerabilidades e pensar em chegar a esse tipo de modernização seria querer dar um passo bem maior do que a própria perna. Não é um projeto que possa ser feito enquanto tivermos sistemas vulneráveis e gente disposta a se valer deles para fins maléficos. Há outras prioridades como procura por melhor segurança de redes de computadores e melhor educação e conscientização para formar cidadãos bem instruídos para encarar uma cidade moderna. No momento não precisamos nos preocupar com aparência, o mais importante é qualidade, tanto de tecnologia quanto de vida.

Revisado em 07/09/2017

Por um sistema livre