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Como a cybersegurança está sendo encarada nos países envolvidos após anúncio de Trump

Uma sexta-feira 13 não poderia ter sido mais aterrorizadora quanto foi para os países envolvidos na Guerra da Síria após o presidente dos EUA, Trump, ter ordenado um ataque à Síria usando como justificativa o combate a armas químicas.

Dentre os opositores do regime de Bashar Al-Asaad estão EUA, Reino Unido, França e Arábia Saudita, enquanto que os aliados sírios são Rússia, Irã, Iraque e China.

Com isso, ficou em observação quais seriam os próximos passos desses países após o anúncio de Trump. Como era de se esperar, pouco depois do anúncio já houveram as primeiras explosões em Damasco, capital da Síria. Mas além de mísseis houveram também preocupações com outro tipo de ataque: os cibernéticos.

A preocupação com os ataques cibernéticos vão desde o ataque, tanto aos sistemas quanto às redes de comunicação com a internet, de companhias elétricas, controle de tráfego aéreo e hospitais. Outra grande preocupação seria com a propagação de “fake news”. Por isso, os opositores do regime passaram a ficar alertas, principalmente com os russos.

Essa campanha pela desinformação propagada pelo governo russo gerou preocupação aos EUA. Isso porque após Damasco ser atacada por mísseis, foi informado pela Rússia que nesse ataque 70% dos mísseis sírios foram abatidos. Essa informação foi recebida por zombaria pelos EUA, que informou que as “atividades troll” do maior país do mundo cresceram 2000% com a utilização de bots em redes sociais.

A Rússia alegou, ainda, que EUA e Israel conduziram um ataque conjunto ao sistema sírio de comunicação de ataque para que o país acreditasse que estivesse sob ataque e lançasse mísseis de defesa.

Atualmente, em qualquer ameaça ou anúncio de ataque entre países algum tipo de ataque cibernético parece estar presente. Isso mostra o quão poderoso esse tipo de “arma” vem se tornando, o que vem justificando o quanto os países vem investindo em segurança cibernética.

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Segurança Nacional: um filme que mostra o sonho antigo de militarizar o Brasil

Filmes de ação dos Estados Unidos, quanta gente gosta desse tipo de filme! Um exército ou uma agência secreta e um personagem principal que está à frente de todos e é venerado por toda a agência. Filmes esses que são comuns em terras ianques, que tem um exército ostensivo desde muito tempo por estar constantemente envolvido em guerras, ou em atuação de agências de inteligência por combater ameaças internas ocasionadas pelas guerras e conflitos que o país cria ou se envolve.

Não é de imaginar que vejamos esse tipo de roteiro em um filme brasileiro. Pois não foi isso que pensou Roberto Carminati, um diretor que já tinha no currículo a produção de algumas novelas na Globo. Ele teve a pretensão de misturar um filme de ação típico dos Estados Unidos em um cenário brasileiro.

O filme tem um roteiro fictício onde a Força Aérea Brasileira (FAB) monitorando constantemente a Amazônia para evitar que ela sirva de ponto de entrega de drogas vindas de países vizinhos. A FAB faz uso do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) para monitorar as ações na região.

Além da FAB, há um enorme envolvimento da ABIN, a Agência Brasileira de Inteligência, que como nos filmes estado-unidenses possui um personagem central. O diretor escolheu Thiago Lacerda para o posto, de forma a querer torná-lo o galã que combate criminosos e salva o país.

Enquanto se assiste ao filme é possível notar um pouco de semelhança com o filme True Lies, onde Schwarzenegger é um agente secreto e esconde o serviço da própria família para combater traficante de drogas. O mesmo ocorre em Segurança Nacional, onde Lacerda é um agente secreto e para isso precisa esconder a vida de sua namorada enquanto protege o país de traficantes.

Além de tentar transformar Lacerda em um Schwarzenegger, Carminatti ainda tenta passar com exaustão a importância dos serviços militares no combate à invasão de alguma ameaça externa. Tanto que o filme teve apoio da FAB e do governo brasileiro.

Não é à toa que Carminatti nasceu nos EUA, se formou em cinema por lá e disse ter estudado “como o cinema americano fala das Forças Armadas e de sua história de um jeito positivo”.  Ainda enfatizou que sempre almejou voltar ao Brasil para fazer filmes positivos. Eis então que surgiu Segurança Nacional.

Não tentarei dar uma de crítico de cinema analisando o filme mas ele não foi muito bem recebido. Além do roteiro não ser muito empolgante e as atuações dos atores ficarem devendo, ainda traz uma visão “estado-unidense” do Brasil. Só faltou chamar de Estados Unidos do Brasil.

O filme foi feito em 2010 e demonstrou, mesmo que nesse caso, pessoal, uma idéia de militarizar o Brasil, um país que não se envolve em guerras nem se mete em conflitos entre outros países. O que se percebe é que desde que Dilma Roussef sofreu o impeachment tem-se percebido uma vontade de militarizar o país.

Uma notícia recente em que é possível pegar o gancho com esse filme seria de que o exército dos EUA foi convidado pelo brasileiro a participar de um exército na Amazônia. Teremos soldados americanos por aqui fazendo simulações militares, pelo menos segundo o nosso Exército.

Alguns acreditam que esse acordo possa significar uma aproximação entre os países que possa estreitar a relação militar entre ambos. Se verdade, seria algo realmente perigoso pela quantidade de guerras que os EUA já se envolvem normalmente, imaginem com esse louco na presidência.