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Boatos do WannaCry à parte, a Coréia do Norte vem se fortalecendo no ciberespaço

Em maio de 2017 houve um devastador ataque de ransomware que infectou computadores com sistema Windows causando um prejuízo de cerca de U$1 bilhão. Sete meses após o ataque o governo dos EUA veio a público dizer que já tinha quem declarar culpado pelo ataque: a Coréia do Norte.

Essa declaração causou polêmica visto que o ataque foi realizado sim por um grupo de hackers, mas foi por meio de uma técnica, até então, secreta, conhecida por EternalBlue, e essa técnica era usada pela NSA para explorar sistemas Windows vulneráveis. Então, apesar dos EUA terem declarado a Coréia do Norte culpada, o país norte-americano é tão culpado quanto ou talvez até mais, visto que a técnica partiu da agência do segurança do próprio país.

Bom, enquanto isso é apenas discurso, a Coréia do Norte vem sim se preparando para bater de frente com as grandes potências. Além de ganhar espaço nos jornais do mundo pela questão de seu programa nuclear, o país asiático também vem se reforçando no ciberespaço.

O país norte-coreano também tem sua agência de espionagem, chamada de Unit 180, que é voltada a atacar instituições financeiras. A Coréia do Sul vem investigando de perto essa agência, alegando ter conhecimento de que ela foi responsável pelos ataques nos bancos de Bangladesh, Filipinas, Vietnã e Polônia, além de ter atacando empresas e agências governamentais da região sul da península coreana.

Além disso, uma recente campanha de phishing relacionada a Bitcoin foi ligada ao grupo Lazaraus, que acredita-se estar baseado na Coréia do Norte. O alarme foi dado pela empresa SecureWorks, que afirmou também que a Coréia do Norte vem pesquisando sobre criptomoedas desde 2013 e que provavelmente o dinheiro envolvido nesses ataques à indústria do Bitcoin seja para financiar o governo.

O argumento é válido, visto que seria uma ótima alternativa para Coréia do Norte contornar as sanções econômicas que vem sofrendo desde o primeiro teste nuclear, em 2006. Além disso, o embargo foi estendido em outras duas opotunidades, em 2009 com armas nucleares e transações econômicas e em 2013, onde foi declarado que quem ajudasse a Coréia do Norte também sofreria embargo. Foi justamente depois dessa última que começaram as evidências de envolvimento da Coréia do Norte com o Bitcoin.

Apesar de atribuir a culpa do WannaCry ao país ter sido um exagero, não se deve desconsiderar o poderio do país, que além de desafiar o mundo com armas nucleares tem encontrado o ciberespaço como uma alternativa de se fortalecer militarmente.

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A anti-ética do ataque cibernético a hospitais

Ataques cibernéticos estão numa crescente. O mundo está ficando cada vez mais conectado mas a preocupação com a segurança não vem crescendo na mesma proporção. Algo que dava se levar em conta quando atigimos a proporção de Smart Cities, que como já escrevi, devemos pensar se realmente estamos preparados para isso.

O maior perigo atualmente para a falta de conscientização em segurança digital é o Ransomware. O malware se aproveita da fragilidade de como os usuários podem se tornar presa fácil e criptografa os dados pedindo uma quantia de regaste para que as informações sejam devolvidas.

Às vezes se aproveitando de vulnerabilidades dos sistemas, outras vezes  do elo mais fraco da área de segurança da informação, que é o usuário. O Ransomware tem atacado de diversas formas ao longo do tempo como mostrado abaixo. A imagem completa pode ser vista aqui.

Ransomware

Apesar de também infectar usuários normais, normalmente o maior foco do malware são os ambientes corporativos. Isso porqueao sequestrar dados sensíveis, há a possibilidade de pedir uma quantia maior para devolva esses dados. Quanto maior a sensibilidade dos dados, maior o valor que pode ser cobrado por ele. Talvez por isso hospitais tenham se tornado alvos do malware.

Hospitais são considerados alvos perfeitos par a o Ransomware por possuirem informações críicas e informações atualizadas de registros de pacientes. Devido ao alto movimento e aos hospitais necessitarem dos registros dos pacientes para os atenderem, a continuidade do negócio acaba se tornando crítica. Por isso caso tenham seus dados sequestrados os hospitais acabam correndo contra o tempo e acabam cedendo para pagar o resgate.

Tivemos vários casos de hospitais que passaram por essa situação constrangedora. Nos Estados Unidos, o Hollywood Prebyterian Medical Center, da Califórnia, foi infectado e ficaram sem serviço por mais de uma semana até pagar um resgate equivalente a $17,000.  Já o Methodist Hospital, em Kentucky, ao ser infectado declarou “estado de emergência” e acabou restaurando o backup para poder voltar a operar. Houveram também casos mais graves como o do MedStar Health, em Washington DC, que opera 10 hospitais e mais de 250 ambulatórios, que foi infectado e não quis admitir, porém uma funcionária do hospital relatou que recebeu uma nota avisando que eles tinham 10 dias para pagar o equivalente a $19,000. Ou ainda o caso do Kansas Heart Hospital, que pagou a quantia mas foi extorquido a pagar mais.

No Reino Unido houve uma paralisão nacional do sistema hospitalar levando inclusive ao cancelamento de cirurgias.

A prática em si já é considerada anti-ética, mas o fato de alguns crackers decidirem tornar hospitais um alvo de extorsão mostra o quanto algumas pessoas são tem escrúpulos e decidem pôr em risco a saúde de pessoas inocentes apenas para conseguir dinheiro.